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Congresso de Clínicas discute ferramentas de qualidade

Um debate sobre a adoção de programas de qualidade aconteceu na tarde do dia 4 de junho, durante o 4º Congresso Brasileiro de Gestão em Clínicas de Serviços de Saúde. Anna Margherita Toldi Bork, diretora Executiva de Prática Assistencial, Qualidade e Segurança do Hospital Israelita Albert Einstein; Haino Burmester, coordenador Técnico do CQH; e Luis Plínio Moraes de Toledo, presidente da Organização Nacional de Acreditação (ONA), proferiram palestras sobre o tema "Por que adotar um Programa de Qualidade, Quais são as Opções e Como Escolher?".

Fazendo um contraponto entre a gestão da qualidade na indústria, que aparece no produto, e a gestão da qualidade em ambientes de serviços, cujo resultado aparece na interação com os clientes, Anna Margherita afirmou que existem inúmeros processos que ameaçam a qualidade dos serviços na saúde. Ela citou como exemplo, o fato de várias equipes cuidarem de um mesmo paciente. "A certificação e a acreditação são possibilidades de melhoria de processos e sistemas voltados para a saúde, que aumentam a percepção de segurança nos serviços", analisou.
Para Haino Burmester, a qualidade não é um fim em si mesma, mas deve ser a consequência de uma administração integrada, sistêmica e coerente. "Os players devem assumir seus papéis. A velha e boa administração é que trará a qualidade".

Para explicar sobre acreditação, a ONA, Plínio Moraes contou a história da instituição e informou que ela tem o objetivo de melhorar o sistema de saúde no Brasil. Ele enfatizou que, para se obter a acreditação, é necessário o envolvimento da direção. "Se a direção não participar, o processo não funcionará".

O Congresso finalizou com o debate "O que fazer quando uma crise é mais um fator de dificuldade para o equilíbrio financeiro da empresa", em palestra apresentada por Marcos Bosi Ferraz, diretor do Centro Paulista de Economia em Saúde da UNIFESP; e Marcio Ciampone, diretor da Clínica de Olhos Moacir Cunha. Bosi afirmou que existem duas crises atualmente: a crise econômico-financeira e a crise do sistema de saúde. Ele afirma que é preciso desenvolver competências, habilidades e atitudes. Para isso, ele explica que é preciso ter noção e conhecimento sobre o cenário interno e externo. "É preciso ter consciência do que fomos, do que somos e do que queremos ser".

Para contar como sua empresa enfrenta a crise, o diretor Marcio Ciampone ensina que é preciso ter visão empresarial. "O tempo do amadorismo acabou, precisamos investir em ferramentas de gestão para embasamento das decisões". Entre os diferenciais que contribuíram para superar a crise ele cita a relação com os pacientes, formação profissional do corpo clínico e excelência no atendimento.