Notícias
Talk show discute universalidade do acesso à saúde
O talk show Universalidade do Acesso à Saúde - Sistema Único, Suplementar
ou Complementar?, que aconteceu no dia 2 de junho, durante o 14º Congresso
Latino-Americano de Serviços de Saúde, debateu os temas Um Sistema de
Saúde ou Dois Sistemas de Saúde?, Os Casos de Atenção Básica e da Alta
Complexidade, entre outros, e foi coordenado por Gonzalo Vecina, superintendente
Corporativo da Sociedade Beneficente de Senhoras Hospital Sírio Libanês.
O debate abriu o módulo Sistema de Saúde Público-Privado, e contou com
palestra de Nelson Rodrigues dos Santos, presidente do IDISA - Instituto
de Direito Sanitário Aplicado, que apresentou exemplos da retração federal
em relação ao financiamento do SUS. "Em 10 anos, entre 1995 e 2005,
os gastos públicos em saúde, educação, habitação, transporte, energia,
e outros, caíram de 47,20% para 26,49%, enquanto os encargos subiram de
18,75% para 42,45%”, analisou Nelson Santos.
Outro convidado do talk show, Pedro Barbosa, diretor Executivo da FIOTEC/FIOCRUZ,
afirmou: "entendemos a saúde como campo social e deixamos de considerá-la
como geradora de renda, de forma a tornar o país mais desenvolvido."
Ele afirmou, ainda que o país não tem modelos capazes de articular o setor
público ao privado, e vice-versa. “Precisamos de novos mecanismos público-privado
para adquirir desenvolvimento".
Para José Henrique Germann Ferreira, diretor Geral do Hospital São Lucas,
a população aumenta e envelhece, a tecnologia se desenvolve, levando a
saúde a um custo cada vez mais alto. "Nem o setor público nem o setor
privado conseguem administrar com os mesmos recursos". Ele concluiu:
"precisamos de uma regulamentação para que possamos definir quais
são nossos ganhos e quais são as nossas responsabilidades".
Ricardo Oliva, superintendente da FURP - Fundação para o Remédio Popular,
que também participou do evento, enfatizou que romper paradigmas não é
ir contra os princípios da Constituição, sendo necessário verificar quais
mudanças foram efetuadas, para então definir novos paradigmas. E concluiu
que é preciso mudar o paradigma para "a saúde é direito e dever de
todos", para levar adiante uma política onde a saúde seja o bem maior
dentro da sociedade.