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2º Congresso Brasileiro de TICs aponta os rumos da comunicação digital

Com a realização do SINDHOSP, FENAESS, CNS e Hospitalar, teve início, na manhã do dia 5 de junho, o 2º Congresso Brasileiro de Tecnologias da Informação e Comunicação em Saúde TICs - eHealth.

O primeiro módulo do dia contou com a apresentação do representante da ANS, Luiz Vieira, que apresentou a integração das tecnologias de informação e comunicação indicadas pela ANS para o setor. Durante a explanação, o palestrante destacou a missão da Agência e a integração da TISS, TUSS e outros programas desenvolvidos pelo órgão. Além dos desafios atuais como envelhecimento populacional e o acesso crescente do paciente no que tange as informações médicas, Vieira abordou a necessidade constante de padronização em saúde. Requisitos como identificadores unívocos, cartão nacional de saúde, CNES e regulação de operadoras e, principalmente, a interoperabilidade foram enaltecidos para ampliar a cobertura entre os sistemas digitais.

"Muitos prestadores já identificam melhorias significativas com a implantação da TISS", disse. Vieira destacou o papel da troca eletrônica de informações para a discussão sobre a necessidade de terminologias unificadas. "Com a TISS, antigos problemas ficaram evidentes, como Código de Identificação de Doenças (CID), glosas, entre outros". O palestrante ainda detalhou os objetivos da TUSS (Terminologia Unificada em Saúde Suplementar) e o programa Pro-TISS, que visa incentivar e continuar o desenvolvimento do programa, e está em fase de desenvolvimento.

No módulo seguinte, o John Ritter, da Diagnostic Intelligence and Health (DIHIT) - College of American Pathologists - USA, falou sobre registro digital da informação clínica: Prontuário Eletrônico e Pessoal. Segundo ele, a interoperabilidade é fundamental. No prontuário eletrônico, o médico deve ter atendidas as suas necessidades, tais como um sistema que trabalhe em conjunto com os dos demais profissionais.

No que se refere ao prontuário pessoal, este deve trazer informações diferenciadas, já que o cidadão necessita de uma linguagem mais acessiva e que possibilite a inclusão, pelo próprio paciente, de seus dados. "O prontuário contribuirá para que o paciente possa se lembrar dos seus registros de saúde e futuramente consultar histórico familiar e até mesmo manifestar suas vontades. O registro pessoal de saúde pode até mesmo salvar vidas", disse. Ele destacou um panorama de como andam os registros pessoais no mundo. "Muitas pessoas não sabem o que são registros pessoais de saúde. Quando entenderem vão perceber os benefícios. Com relação ao mercado global, não sabemos como serão os registros, mas temos que dar o primeiro passo para essa tendência", finalizou.