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Terceirização e direito digital são temas na Jornada de Aspectos Legais

O período da tarde da 6ª Jornada de Aspectos Legais para Gestores e Advogados da Saúde, que aconteceu no dia 5 de junho, abriu com o talk show Terceirização de Serviços - Limites Legais e Fiscalização, coordenado por Maria Helena Mendonça, assessora Jurídica da FENAESS e FEBASE. Vanessa Cardone, sócia da Benício Advogados Associados, abordou a terceirização de serviços como forma de modernizar e equacionar problemas de gestão das áreas da atividade meio, sem incorrer em riscos trabalhistas e atendendo às normas gerais da fiscalização.

Cardone discorreu sobre as modalidades de contratação, como estágio, aprendiz, autônomo, pessoa jurídica, cooperativa, terceirização, entre outras. Ela definiu que a terceirização é a contratação de serviços de pessoa física ou jurídica não ligadas à atividade fim da empresa e sem os pressupostos da relação de emprego. Citando a Súmula 331 do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que trata do tema, ela defende essa modalidade de contratação de serviços. "A lei diz que podemos terceirizar, porém, dentro dos limites legais. Se a terceirização for bem feita, só traz benefícios."

Na sequência aconteceu o talk show Os Desafios do Direito Digital, coordenado por Bernardo Safady Kaiuca, assessor Jurídico da FEHERJ. A palestra foi apresentada por Patrícia Peck Pinheiro, diretora da Patrícia Peck Pinheiro Advogados. "Direito Digital é a evolução do próprio Direito em uma sociedade digital, com relações não presenciais, testemunhas máquinas e provas eletrônicas", definiu. Ela informa que é fundamental investir em como criar essa nova cultura digital, já que muitas empresas ainda não sentem segurança no sistema eletrônico. "Um documento com certificação digital, criptografado e autenticado, é mais seguro do que outro de papel". Ela completou afirmando que os procedimentos relativos à microfilmagem devem migrar para a digitalização.