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Cenário e tendências são tratados no Congresso Brasileiro de Gestão em Laboratórios Clínicos
Foi realizado, na manhã do dia 03 de junho, talk show, durante o 3º
Congresso Brasileiro de Gestão em Laboratórios Clínicos, denominado Cenário
e Tendências para o Segmento de Laboratórios. O evento, promovido pelo
SINDHOSP, FENAESS, SBPC/ML, CNS e Hospitalar, discutiu as dificuldades
do setor e apontou reflexões necessárias para o bom andamento da atividade.
Participaram da mesa de abertura representantes das entidades promotoras,
dando as boas-vindas aos participantes e destacando a importância do encontro.
"É fundamental que os tomadores de decisão aproveitem a ocasião para
refletir sobre o dia a dia de suas instituições", afirmou o presidente
da FEHOESP e SINDHOSP, Dante Montagnana. Sob a coordenação do gerente
de Relações Institucionais do Grupo Fleury, Wilson Shcolnik, foi realizada,
inicialmente, uma apresentação do consultor empresarial da Delloitte,
Enrico de Vettori. "Na minha visão, trata-se de uma área bastante
heterogênea que, em se tratando de estabelecimentos de pequeno e médio
portes, enfrenta um canibalismo e necessita de mudanças", enfatizou
Vettori. Segundo ele, há uma pressão muito grande aos prestadores e faltam
informações confiáveis.
Apesar das dificuldades do segmento, o palestrante apresentou dados que
revelam crescimento entre 15% e 20% ao ano dos ganhos financeiros da atividade.
Outros pontos apontados por ele foram a guerra de preços e a crescente
consolidação do mercado. Os participantes do talk show também abordaram
a crise econômica mundial como um ponto que gera certa instabilidade,
aumentando taxas de desemprego e a necessidade de "enxugar"
estruturas e otimizar o trabalho.
"A mudança está sendo sentida pelo mercado. De um lado, o governo
incentivando a indústria nacional e, por outro, o mercado produtor tem
sofrido muita regulação da ANVISA, o que acaba impactando no custo",
destacou a presidente da CBDL - Câmara Brasileira de Diagnóstico Laboratorial,
Liliana Perez.
A terceirização no setor público foi abordada pelo coordenador de Saúde
da Coordenadoria de Serviços de Saúde da SES/SP, Ricardo Tardelli. "Temos
uma iniciativa com 60 hospitais da administração estadual, o que resultou
em ganhos de qualidade, custo mais baixo e aumento da agilidade nos serviços",
disse.
Representante da Sociedade Brasileira de Análises Clínicas (SBAC), destacou
as dificuldades do setor e as iniciativas da entidade. "São problemas
financeiros e de ordem técnico- cientifica. Investimos em programas de
pós-graduação na área de análises clínicas, com grande preocupação com
farmacêuticos. Também atualizamos nossos associados disseminando conhecimento
e, recentemente, nos filiamos à ABNT para desenvolvimentos normativos",
frisou.
O presidente da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica (SBPC), Alvaro
Martins, ressaltou que a entidade informa aos seus associados sobre o
foco na atenção ao paciente, e da necessidade de se investir em modelo
de gestão. Destacou, ainda, problemas na fiscalização, por mau preparo
dos profissionais responsáveis.
A verticalização na Diagnósticos Medial Saúde, foi abordada pelo diretor
Executivo da entidade, Cláudio Marote Júnior. "Vemos a verticalização
como uma consolidação, aonde não importa somente a redução dos custos.
A ideia é garantir mais contatos com os usuários, diminuir pressões indevidas
por custos e tem um foco na integração", finalizou.